Monitor aponta redução da seca relativa no Ceará
15 de fevereiro de 2025 - 18:05 #monitor de secas
O Ceará apresentou melhorias nos indicadores de seca, conforme aponta a última atualização do Monitor de Secas, ferramenta que acompanha a evolução da seca no Brasil, divulgada nesta sexta-feira (14).
No estado, em relação ao mês de dezembro de 2024, houve retrocesso da condição de seca fraca no norte e sul, além do abrandamento da seca moderada na porção centro-sul do estado. Os impactos esperados são de curto prazo.
O levantamento também indica um aumento na área sem seca relativa no estado neste último mês de janeiro de 2025, que passou de 20,48% no último mapa para 36,82% na atualização mais recente. Com a redução da seca moderada, o Ceará agora apresenta 63,18% de seu território com seca fraca.
A redução da severidade da seca traz impactos diversos para o estado. Nas áreas que estão saindo da seca, alguns déficits hídricos prolongados ainda podem afetar a recuperação completa de pastagens e culturas. Já em regiões que ainda enfrentam a estiagem, períodos de veranico podem impactar o plantio e o crescimento de trabalhos e pastagens.
Mais sobre o Monitor
O Monitor de Secas é um sistema coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) que analisa a evolução da seca em diferentes estados brasileiros.
O projeto envolve a participação de diversas instituições estaduais e federais, como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que contribui para a análise da situação no Ceará.
A ferramenta utiliza dados de ocorrência, umidade do solo e níveis de reservatórios para mapear a severidade da seca em cinco categorias: seca fraca (S0), seca moderada (S1), seca severa (S2), seca extrema (S3) e seca excepcional (S4).
O monitoramento contínuo permite a identificação de tendências e auxilia na gestão de recursos hídricos, orientando ações para minimizar os impactos da estimativa.
Os mapas produzidos pelo Monitor de Secas são divulgados mensalmente e servem como referência para gestores públicos, agricultores e pesquisadores.